Entenda o que faz diferença na temperatura da água para o banho no inverno e no verão
Um dos momentos mais temidos dos dias frios é o banho: tirar a
roupa quentinha e entrar debaixo da água - que nunca está tão quente
quanto o desejado. E como escolher o chuveiro elétrico que deixa a água
na temperatura ideal para não congelar no banheiro?
Dois fatores vão influenciar o banho quente: a vazão de água e a
potência do chuveiro. A vazão é a quantidade de líquido que sai pelos
buraquinhos da ducha. "Quanto maior a vazão, mais fria a água". Isso porque,
continua, a mesma quantidade de calor vai ter que aquecer uma quantidade
maior de líquido.
E qual a quantidade de calor? Isso é determinado pela potência da
resistência do chuveiro, medida em quilowatts. Na verdade, todas as
duchas têm a capacidade de elevar a temperatura da água uma quantidade
máxima de graus, ou seja, se a água vem mais fria, sai mais fria, e se
chega mais quente, também sai mais quente. Por exemplo, se o equipamento
sobe a temperatura em 30 graus Celsius e a água entrar a 10°C, o banho
será a 40°C. Já se a água estiver a 20°C, atingirá 50°C.
Por isso os chuveiros têm a opção de inverno/verão ou quente/morno.
No verão ou morno, apenas uma parte da potência do chuveiro é usada,
para que o aquecimento seja adequado. O número de graus que a ducha pode
elevar a água está discriminado na embalagem, e na hora da compra é a
forma mais fácil de optar entre um e outro modelo. "Eu escolho a partir
dessa informação".
220V ou 110V Teoricamente, não haveria diferença
entre um chuveiro 220V ou 110V, mas, na prática, o chuveiro 220V
esquenta um pouco mais. "O corpo humano é muito sensível a essas
pequenas alterações de temperatura da água, então conseguir que ela saia
1°C ou 2°C mais quente, já faz toda a diferença", explica o engenheiro
eletricista, para quem vale à pena ter a ducha de voltagem maior.
A rede elétrica necessária para receber o equipamento 220V ou 110V
também tem diferenças. Com menor voltagem (110V), mantendo-se a
potência, é preciso que a fiação seja mais grossa pois a quantidade de
corrente elétrica que passa pelos fios será maior. Por exemplo, para uma
ducha de 5 kW, os fios devem ter 10 milímetros quadrados na rede 110V,
enquanto que na rede 220V bastam 6 mm².
Por que "a chave cai"?
E sabe quando no meio do
banho o chuveiro desliga porque caiu o disjuntor quando alguém ligou o
micro-ondas ou o aquecedor na sala? Culpa da fiação, que não está
preparada para um consumo tão grande de energia ao mesmo tempo.
Para conferir para qual consumo a fiação do imóvel está preparada? A
dica é olhar na caixa de luz o valor que está marcado no disjuntor. O
mínimo necessário na rede 220V é 25 amperes, enquanto para a 110V esse
número é 40 A - no exemplo do equipamento de 5 kW, o mínimo seria 50 A.
Com a correta fiação e o disjuntor adequado, é
possível ter um chuveiro 220V mesmo que o resto da casa seja 110V. Para
isso, faz-se uma ligação bifásica, que permite a distribuição da
corrente - em ligações monofásicas, o disjuntor cai. Para saber se o
imóvel já está ou não pronto para isso, o engenheiro indica a
contratação de um eletricista.
Com tudo adequado, o morador pode trocar sozinhio seu chuveiro - sem
precisar recorrer a especialistas. A dica aqui é seguir corretamente as
instruções de instalação - por exemplo: puxar ao menos sete centímetros
de fio para fora da parede, enrolar bem as duas pontas para que não haja
interrupções na passagem de energia, e isolar com fita a junção de
fios. É interessante também usar o conector cerâmico, que substitui a
tomada na parede e garante a segurança da instalação.
Pressão da água A pressão da água depende da altura da caixa
d'água. Ou seja, quanto mais alta estiver a caixa, maior a pressão. Para
quem está debaixo do chuveiro, a diferença na verdade é na vazão,
diretamente proporcional à pressão. Quanto maior a diferença de altura
entre a ducha e a caixa d'água, maior a vazão.
Redutor de pressão
"Do oitavo andar para baixo,
costuma-se usar o redutor de pressão, uma peça que vai na entrada do
cano e faz com que menos água entre no chuveiro", orienta. Com menos
água para ser aquecida, mais quente ela sai para quem está tomando o
banho. Mas o engenheiro ressalta que não se deve usar o redutor em
alturas menores do que três pavimentos, pois a quantidade de água acaba
sendo muito pequena e causa superaquecimento no chuveiro e na rede
elétrica.
Em imóveis onde a pressão da água é muito baixa - ou quando o
aquecedor está muito longe da ducha -, pode-se usar um pressurizador. O
equipamento elétrico permite ter mais vazão, e em casas com aquecedor,
acelera a chegada da água quente do aquecedor até o banheiro. Uma
alternativa ao pressurizador é aumentar a potência do aquecedor, mas o
consumo de energia, nesse último caso, é mais alto.
Consumo, usar chuveiro
220V ou 110V não faz diferença na conta de luz. Isso porque o medidor
conta quantos quilowatts são consumidos por hora, ou seja, o valor
depende da potência da ducha - 4 kW, 5kW, 7,5 kW.
Mitos e verdades
> Chuveiro de plástico derrete? Hoje em dia, não derrete mais. Antigamente existia essa possibilidade,
pois o material dos conectores - componentes que fazem o chuveiro ligar
quando entram em contato - era de qualidade inferior. Eventualmente os
conectores derretiam e ficavam grudados, ou seja, o chuveiro ficava
ligado mesmo após o registro ser fechado. Sem água, a resistência
poderia superaquecer e causar algum tipo de derretimento.
"Mas o que derrete, e é bem comum, é aquela tomada que muitas pessoas
instalam no box para ligar o chuveiro". Não se deve fazer isso, pois a tomada comum
não é preparada para receber tanta corrente quanto é necessário para
alimentar uma ducha - em números, o máximo que a tomada aguenta é 20 A, e
a corrente de um chuveiro em geral é de ao menos 25 A. O que acontece é
que a tomada fica sobrecarregada e acaba derretendo, o que pode levar
até a um incêndio. E essa tomada nem pode ser protegida pelo disjuntor,
porque o disjuntor só cai quando a corrente é maior do que deveria. "Só
que o disjuntor do chuveiro é de 25 A, 40 A, 50 A, então uma corrente de
25 A que prejudica a tomada não indica perigo ao disjuntor", esclarece.
O ideal na hora de instalar a ducha é usar o conector cerâmico ou fazer
a ligação direta entre os fios do equipamento e os fios da rede
elétrica do imóvel.
> Chuveiro de metal pode matar? Pode. "Esse tipo de chuveiro já foi até apelidado de
'el matador',
porque houve muitos casos de pessoas que morreram eletrocutadas por
ele". O problema é quando a
resistência queima e se parte. Uma das extremidades pode encostar no
corpo do chuveiro, e transferir para ele a eletricidade que recebe da
fiação. Como o corpo é de metal, um material condutor, quem está tomando
e encostar no chuveiro pode tomar um choque.
Existe diferença entre ducha e chuveiro?
Significados populares fazem distinção pela vazão dá água, mas o que conta é a forma de aquecimento
Sim, existe diferença entre ducha e chuveiro. Mas não é a que
você está pensando. A diferença técnica entre um e outro está na forma
de aquecimento da água, enquanto que a distinção, no conhecimento
popular, está na vazão da água.
A ducha,
na verdade, não esquenta a água. O líquido vem quente de outro lugar -
aquecedor a gás, por exemplo - e a ducha apenas "espalha" a água. Como
não precisa empregar energia no aquecimento, a ducha tem capacidade de
aspergir mais quantidade de água, ou seja, tem maior vazão.
"Há alguns anos, uma marca tradicional começou a chamar de 'ducha' um
chuveiro elétrico que tinha um jato mais forte do que o da empresa
concorrente, e até hoje se associa a palavra 'ducha' a um equipamento
com mais vazão de água".Tecnicamente, no
entanto, chuveiro é aquele que tem um mecanismo próprio de aquecer a
água - como uma resistência elétrica, por exemplo. Por causa da energia
que gasta no aquecimento, sua capacidade de aspersão é menor.
Quem fizer questão de dar o nome certo ao que tem no banheiro ainda
tem duas outras formas de identificar. A ducha não tem fios e fica
grudada à parte, usando um determinado ângulo de inclinação para chegar a
quem está tomando o banho. Já o chuveiro tem fios e um cano que o
afasta da parede.
As opções do mercado No mercado, as principais
marcas oferecem mais de 20 opções de chuveiro cada uma. As principais
diferenças estão na potência e no espalhador (vazão). A presença do
pressurizador como parte do chuveiro também abre o leque de
possibilidades, e a chamada resistência blindada amplia ainda mais a
gama oferecida.
A quantidade de temperaturas disponíveis começa em três - desligado,
verão/morno e inverno/quente - e pode chegar a um número grande, uma vez
que os chuveiros com controle eletrônico permitem ajuste gradual da
temperatura da água. Nesses modelos, é comum a haste prolongadora, que
põe o ajuste literalmente ao alcance de todos, pois não é preciso mais
os famosos "pulinhos" para mudar a chave no corpo da ducha.

Outro detalhe é que as marcas oferecem os chuveiros em diferentes
opções de cor, inclusive com detalhes cromados, de modo que o
equipamento possa combinar com o estilo do banheiro.
As opções mais simples costumam ter três opções de temperatura, como a
Lorenducha, da Lorenzetti, e a Ducha SS Ballerina, da Corona.

Com quatro temperaturas, as marcas oferecem, por exemplo, Corona Gorducha e a Lorenzetti Bella Ducha.

Com jato mais forte (mais vazão), existem alternativas com corpo
(espalhador) mais largo, como a Lorenzetti Advanced e a Corona
MegaBanho. Os modelos também oferecem versões com pressurizador.

Com diferentes opções de temperatura, incluindo modelos com controle
eletrônico, existem no mercado chuveiros com jato direcionável. A Corona
tem, entre eles a Ducha SS, e a Lorezentti oferece, na gama, a Jet
Control.