sexta-feira, 1 de maio de 2015

O que é VPN ?



Virtual Private Network" ou Rede Privada Virtual, é uma rede privada construída sobre a infra-estrutura de uma rede pública, normalmente a Internet. Ou seja, ao invés de se utilizar links dedicados ou redes de pacotes (como Frame Relay e X.25) para conectar redes remotas, utiliza-se a infra-estrutura da Internet.
Motivada pelo lado financeiro, onde os links dedicados são caros, e do outro lado está a Internet, que por ser uma rede de alcance mundial, tem pontos de presença espalhados pelo mundo.
Conexões com a Internet podem ter um custo mais baixo que links dedicados, principalmente quando as distâncias são grandes, esse tem sido o motivo pelo qual, as empresas cada vez mais utilizam a infra-estrutura da Internet para conectar a rede privada.
A utilização da Internet como infra-estrutura de conexão entre hosts da rede privada é uma ótima solução em termos de custos mas, não em termos de privacidade, pois a Internet é uma rede pública, onde os dados em trânsito podem ser lidos por qualquer equipamento. Então como fica a questão da segurança e a confidencialidade das informações da empresa?
Criptografia! Essa é a resposta! Incorporando criptografia na comunicação entre hosts da rede privada de forma que, se os dados forem capturados durante a transmissão, não possam ser decifrados. Os túneis virtuais habilitam o tráfego de dados criptografados pela Internet e esses dispositivos, são capazes de entender os dados criptografados formando uma rede virtual segura sobre a rede Internet.
Os dispositivos responsáveis pelo gerenciamento da VPN devem ser capazes de garantir a privacidade, integridade, autenticidade dos dados.

Como Funciona isso?
Basicamente uma VPN, pode ser feita de duas formas:
A primeira forma é, um simples host em trânsito, conecta em um provedor Internet e através dessa conexão, estabelece um túnel com a rede remota. A figura abaixo demonstra essa forma.

Na segunda forma, duas redes se interligam através de hosts com link dedicado ou discado via internet, formando assim um túnel entre as duas redes. A figura 2 ilustra essa forma.

Figura 2: Conexão VPN entre duas redes interligadas.

Os protocolos utilizados no túnel virtual, são, (IPSec) Internet Protocol Security, (L2TP) Layer 2 Tunneling Protocol, (L2F) Layer 2 Forwarding e o (PPTP) Point-to-Point Tunneling Protocol. O protocolo escolhido, será o responsável pela conexão e a criptografia entre os hosts da rede privada. Eles podem ser normalmente habilitados através de um servidor Firewall ou RAS que esteja trabalhando com um deles agregado.

A figura 3 ilustra o caminho que os dados percorrem na arquitetura de rede do Windows sobre uma conexão VPN usando um modem analógico.


Figura 3: Passos numa conexão usando PPTP.

Um datagram IP, IPX, ou NetBEUI é submetido por seu protocolo apropriado à interface virtual que representa a conexão VPN, esta, usa o NDIS, que por sua vez, submete o pacote ao NDISWAN que codifica ou comprime e submete então ao protocolo PPTP, e este, ao formar o pacote resultado, envia pela interface serial que é usada pelo modem analógico.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Novo Padrão SCSI com conexão Serial



SAS

Serial Attached SCSI-SCSI com Conexão Serial.

Este novo padrão SCSI usa conexão Serial ao invés de Paralela, este padrão SAS é compativel com os padrões ATA (SATA). O padrão SATA é utilizado no Mercado de Desktop's e o SAS no Mercado de Servidores.

Neste padrão temos uma taxa de transferência de dados de 3GBPS podendo ter até 6GBPS. Podem ser usados Discos Rigidos de velocidades diferentes, o problema é que o Fibre Channel-FC nivela por baixo a velocidade, então ao misturarmos discos de velocidades diferentes, o barramento vai operar com a velocidade do Disco Rigido mais lento.

A vantagem é que os padrões SAS e Hot Swap permitem a troca de Discos Rigidos a quente, com o Micro Ligado.

Mas isto não torna a SCSI obsoleta já que a SAS foi projetada especialmente para aproveitar os conjuntos de comando SCSI já existentes e é por isso compatível á nível de software, sendo estes, aplicativos personalizados complexos e caros utilizados em grandes servidores. Também não é necessária nenhuma alteração no sistema para implantar unidades SAS.
A SAS tem como seu principal concorrente a Tecnologia SATA, porém cada uma possui a sua fatia de mercado, pois a SAS é utilizada em grandes servidores de armazenamento e computadores mais sofisticados, já a SATA em desktops e pequenos servidores devido ao seu custo ser menor comparada à tecnologia SAS.
Atualmente a tecnologia SAS pode atingir velocidade de até 6 Gb/s, a maior velocidade é necessária, pois o SAS permite o uso de extensores (expanders), dispositivos que permitem ligar diversos discos SAS a uma única porta. Existem dois tipos de extensores SAS, chamados de "Edge Expanders" e "Fanout Expanders". Os Edge Expanders permitem ligar até 128 discos na mesma porta, enquanto os Fanout Expanders permitem conectar até 128 Edge Expanders (cada um com seus 128 discos), chegando a um limite teórico de até 16.384 discos por porta SAS. Isso é possível, entre outros motivos, devido à transmissão serial dos dados combinado com frequências de até 3.0 GHz.
Os extensores SAS normalmente são instalados nos mesmos Racks usados pelos próprios servidores. Em muitos, os discos são instalados em gavetas removíveis e podem ser trocados "a quente" (hotswap), com o servidor ligado. Isto permite substituir rapidamente HDs defeituosos, sem precisar desligar o servidor. Este processo é possível graças às controladoras SAS tipicamente executarem todas as suas funções via hardware, facilitando a sua configuração já que não é necessário instalar drivers adicionais para o seu funcionamento, oferecendo assim um maior desempenho e flexibilidade.
Outra vantagem é que o SAS permite o uso de cabos de até 6 metros, essa maior distância é necessária ao conectar um grande número de extensores, já que eles são grandes, e os últimos tendem a ficar afastados do servidor. As controladoras SAS possuem geralmente 4 ou 8 portas e são instaladas num slot PCI-X, ou PCI Express. Mas nada impede que você instale duas ou até mesmo três controladoras no mesmo servidor caso precise de mais portas. Algumas placas-mãe destinadas a servidores já vem com controladoras SAS onboard, reduzindo o custo.
Um detalhe interessante é que o padrão SAS é compatível com HDs SATA, permitindo que você use HDs SATA convencionais como uma forma de cortar custos, sem ter que abrir mão da possibilidade de usar os extensores, entretanto HDs SAS não são reconhecidos se instalados numa porta SATA convencional, pois eles utilizam comandos específicos, que vão bem além do conjunto suportado pelas controladoras SATA. HDs SAS podem trabalhar com 10.000 ou 15.000 RPM, mas não são adequados para o publico doméstico, pois são caros e possuem capacidade reduzida devido ao uso de discos de 2.5”. O principal diferencial é que eles são certificados para operação contínua e possuem garantias maiores, geralmente de 5 anos.